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quarta-feira, 13 de maio de 2009

tá combinado. um dia depois do trabalho não sou ninguém. ainda inventei de ir direto para o curso (que eu só faço para acumular folgas para o futuro). só que quando deu dez da manhã eu comecei a alucinar, parecia bêbada e drogada ao mesmo tempo. fiquei com medo de dirigir para casa e bater o carro.

o negócio é ter que matar esse aula no mês que vem, ou ir de carona.

e o meu lema deve ser esse agora: sem brigas por hoje. sou muito cri-cri! briguei feio no trabalho porque um na equipe erra e todo mundo leva bronca. o garoto é muito idiota e burro. quase bati nele mesmo. quando era de madrugada o senhor da minha equipe, que é evangélico, veio conversar comigo em acalmou. fui idiota porque ele começou a pregar e eu chorei. detesto isso porque não tenho religião e contesto a existência de deus. mas o fato é que estou infeliz nesse emprego. antes, era o "público". agora mudou de público e estou com ódio da equipe. me pergunto que dia que estive feliz em um emprego. existe esse sonho de se fazer o que gosta? sou tão chata que já reclamei de emprego em que tinha que viajar pelo Brasil! e a agora reclamo porque trabalho com peões e apenas 7 dias durante o mês. tenho tempo de sobra, vou para academia, leio, vejo filmes, saio, durmo (mesmo que mal em 7 dias durante o mês). sou reclamona mesmo. nessa conversa com o envagélico, eu comecei a pensar sozinha: se ele orou e a mãe dele se curou, porque que as pessoas ainda fazem faculdade de medicina? se alguém tem problemas financeiros e rapidamente resolve os seus problemas, porque existe trabalho? sou muito cínica com religião, principalmente essas que culpam você por falta de fé. posso viver pior do que esse moço, que me fez chorar porque eu me toquei que sou problemática, mas ele náo deveria estar em outro lugar? talvez ele esteja no mesmo lugar que eu, mas mais tranquilo e feliz.

o ideal agora seria trabalhar seis horas por dia. para acostumar, eu deveria fazer um curso de um dia por semana para depois engatar de vez. mas isso, só depois de junho, que vai rolar a viagem e o casamento do irmão. isso vai me arruinar financeiramente.

mas mesmo cansada, consegui ir para a academia e ainda curtir o meu irmão...que vai me deixar só mesmo. drama barato.

domingo, 10 de maio de 2009

trabalho

eu gosto do meu trabalho? não sei. gosto do salário e gosto de ter folgas. as folgas me dá até tédio. eu quero ganhar mais ainda, mas eu teria que trabalhar todos os dias, o que não é legal. melhor ainda seria trabalhar todos os dias sim, mas sem burocracia.

essa seia uma nova meta, estudar para outro concurso.

não tenho paciência para sair à noite.

um livro que eu gostaria de ler, que agora tem em edição bolso: história da vida privada.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

otimismo

bem. eu tinha desistido de escrever. foi a felicidade me enganando. mas, pelo própria felicidade, voltarei a escrever e tomara que ninguém nunca descubro esse blog.

então. eu havia conhecido um homem que estava me bajulando do jeito que eu queria. o que tinha feito vasectomia. mas aí eu estava organizando uma festa de aniversário de 30 anos e comentei, com um colega de trabalho, que a única pessoa interessante do local seria fulano (I). claro que ele chegou para esse fulano I e contou tudo, o que achei ótimo, porque o fulano I se ofereceu para fazer um peixe e tudo na festa. o problema é que eu já tinha chamado o cara da vasectomia, que inclusive demonstrou muito interesse em participar da festa, que inclusive BOMBOU.

no dia da festa, eu não sabia ainda o que fazer, saí com o fulano I para comprar os igredientes do peixe e ele ficou me abordando. como eu sinto uma grande atração por ele (faz comida, tem a pele macia e cheirosa, é engraçado e espontâneo, não bebe e é família - praticamente tudo o que eu não sou e preciso na vida), claro que acabei ficando com ele. mas tive que desconvidar o vasectomizado, algo que já era certo para namoro, para apenas ensaiar alguma coisa com fulano I.

foi ótimo com o I. fiquei de novo com ele. mas ele viajou e sou insegura e acho que não vai dar em nada, apesar de estar lendo aquele livro de auto-ajuda mas escabroso, que dá dicas baseadas em pesquisas científicas mesmo, de como ser mais feliz. adoro esse livro, mas leio escondido.

dicas práticas:

(1)listar bêncãos, de três a cinco por vez. pode ser todo dia, de três em três dias ou uma vez por semana. acho que no meu caso tem que ser todo dia mesmo. vamos lá:

  • estou assistindo o último filme indicado ao oscar (Milk), que por acaso o ator principal ganhou o oscar 2009 de melhor ator. só para falar besteira: Harvey Milk é gay (a personagem) e o dublador oficial do Sean Penn no Brasil, que é evangélico, se recusa a fazer a voz dessa personagem. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • está silêncio aqui em casa. gosto disso.
  • fui à farmárcia. adoro ficar vendo quais os cremes anti-rugas comprar. falando nisso, tenho que marcar uma consulta com a dermatologista. gosto de farmácias organizadas.
  • minha amiga, melhor amiga, vem aqui em casa e talvez possamos sair.
  • estou pesando 62 quilos, o que é bom.

Outra coisa boa, indicada no livro, é escrever como eu me vejo daqui a 1 anos, 5 anos e 10 anos. Bem, vou começar em como me vejo daqui a 1 ano:

  • Me vejo com um bebê com poucos meses de nascido e com o pai, morando com ele, em uma casa afastada das cidade, mas perto da cidade. Me vejo trabalhando no mesmo lugar, ou melhor, de licença maternidade. Estarei fazendo uma pós-graduação em Direitos Humanos à distância e muito feliz por ter um filho, um emprego, uma marido e uma casa tranqüila para morar. Esse marido terá amigos e uma família legal, sendo que ocasionalmente estaremos nos encontrando em churrascos e almoços familiares. Como gosto de ler, meus livros serão do tipo "como criar bebês" e como tirar manchas de gofo da roupa. Meu pai me visitará com frenqüência e meu irmão também estará casado e com um filho. É assim que me vejo a 1 ano. Me vejo calma, mas ainda defendendo meus ideais. E também me vejo magra e não flácida, pois me cuidarei bastante durante a gravidez para não ficar feia. Me vejo tendo relações sexuais satisfatórias e prazerosas com o meu marido, em um quarto com cheiro de família. E rindo com as coisinhas com o bebê estará fazendo.