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quarta-feira, 10 de junho de 2009

estou muito quebrada. e ainda quero comer comida japonesa e ir ao teatro. fudeu tudo. ninguém manda viajar duas semanas antes de um casamento em que pagarei o vestido de dama de honra, o cabelo e a maquiagem. fudeu. e olha que gastei milhas e fiquei em albergue...

não estou mais fazendo a dieta do abdômen e acho que vou para de fazer comida. a dieta do abdômen serve para emagrecer gordos americanos. ela é muito boa filosoficamente, mas dá muito trabalho. também, não adianta culpar a dieta se eu fico de larica e tomo cerveja adoidado porque minha tia ficou doente e eu vivo na merda. melhor comprar a revista boa forma e seguir aqueles cardápios rápidos lá. outra coisa, essa coisa de alimentação natural caiu por terra depois de começar a ler a merda do livro o dilema do onívoro. é tudo um grande mercado mesmo e mercado por mercado, produtos químicos ingeridos sem saber, melhor comprar um biscoito recheado popular do que um cookie metido a fresco (todos têm maltodextrina mesmo!). tudo bem, eu nem como biscoito recheado porque não gosto. mas não existe salvação, ir atrás de produtos orgânicos? só se for na fazenda mesmo e não tenho para isso. cansei disso tudo. e olha que nem estou gorda. nem sei mais o que éuma auto-enganação.

***
a viagem: me deparei com o meu oposto que é a minha melhor amiga. ela é justamente a minha melhor amiga porque eu não moro com ela. e todos estamos certos, viajar é tipo um treino para casais. ela é fresca ou finge ser para não parecer pobre e isso me irrita. mas foi tudo certo. eu, como sempre, enchi muito a cara e sem encher a cara eu não consigo ficar em um lugar noturno mesmo. nem mesmo paquerar. não sei paquerar sóbria, tipo na banca de revista. primeiro porque sou chata mesmo, vivo com óculos escuros e não converso. detesto fazer amizade, ou fingir fazer amizade, para conseguir descontos ou furar uma fila, por exemplo. sou certinha ao extremo. então, em lugares banais, não rola paquera. em lugares de paquera, só rola paquera quando eu já bebi pelo menos umas quatro cervejas e vai ser muito atípico. primeiro porque não sou do tipo de mulher que sorri e concorda com o homem para ele se sentir especial e ficar com o ego inflado. gosto de ter discussões políticas, defendo pessoas pobres (nesse caso, é mais fácil eu transar com o garçom no fim da noite). no fim, a mulher/homens que bajulam são as pessoas mais certas do mundo, porque concordam com tudo que o objeto da paquera diz e no final, goza do mesmo jeito, e quem teve que se esforçar foi o outro, falando sem parar. fiz algumas coisas muito loucas mas no fim, não da noite, mas da conversa, resolvi ficar com um cara que é frequentador assíduo do lugar e é detestado pelos garçons, que mesmo no Brasil são chamados por outro nome e pelos seguranças. um segurança negro tipo americano (gato!) veio me dizer que esse cara chamou a cantora que gostosa. isso é incoveniente? só naquele lugar de frescos! assim, a mulher tem uma voz maravilhosa, mas como toca violão sentadinha, e uma música alternativa, não pode ser chamada de gostosa. no final, acabei descobrindo que esse cara é mesmo muito doido. ele é tipo eu em versão masculina. não quer ser legal e se esforça para ser chato. quem gostar dele (tipo eu, que dei mole de propósito mesmo, para provocar todos que o odeiam), vai ser porque gostou mesmo e não porque ele puxou a cadeira e se fingiu de cavalheiro para comer a mulher no final. porque no final, meus queridos, tudo não acaba em pizza, acaba em sexo, em se tratando de relacionamentos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

efeito do livro, nem li o primeiro capítulo todo ainda: já cortei a matodextrina da malhação. merda. me acho tão burra lendo um livro e sendo convencida...



acabei de chegar de uma reunião social e uma conhecida disse que eu "desisti". espera aí, o que ela chama de desistir? ela reclamou porque eu não saí ontem com a galera. até aí tudo bem porque eu estava com frio, não ia sair para longe, sendo que eu tinha batido perna o dia inteiro. foi muito mais interessante sair com o meu amigo que largou tudo para morar na praia, é óbvio. mas isso ela não precisa saber. ela disse que eu tinha perdido, porque poderia beijar na boca. peraí, eu eu tenho 30 anos, não saio para beijar na boca. nada contra beijar na boca, mas não vou conhecer um cara, beijar na boca e nunca mais ver. quando disse isso, ela se referiu que eu faria sexo. é maluca mesmo. acho mais normal uma pessoa fazer sexo e nunca mais ver, que é o que pessoas adultas fazem, do que beijar na boca e nunca mais ver.



nisso a conversa esquentou. porque eu disse os meus mandamentos:




  1. não posso fingir ser liberal, transando com os caras e querendo namorar depois, ficando frustrada porque ele não ligou no dia seguinte. se é para transar, não se importe com porra nenhuma.

  2. já que para alguns caras, eu gostaria de namorar, mas não consigo suportar o fato de não saber o que vai acontecer, eu não transo e nem beijo na boca. e também não me envolvo. é diferente de se fingir de santa.

  3. se eu não quero nada com o cara, aí eu posso transar, já que não sofrerei no dia seguinte.

  4. eu não saio para paquerar. eu saio para encher a cara totalmente e falar merda. e saio com amigos homens. essa minha nova resolução mudou a minha vida.

  5. só namoro quem eu gosto. mesmo super hiper carente, faço sexo com o meu pa, passo o meu tempo do jeito que quero, mas não namoro porque é esse o cara do momento que me vê como namorada ideal e não quero ficar sozinha. aliás, já superei a barreira de ser vista como solteira e me divirto com isso. sou bonita, meu corpo está legal e as mulheres casada morrem de ciúmes nos eventos socias, até quando o marido delas é horrível e não existe motivo nenhum para achar que eu daria para ele.

por isso, ela disse que eu desisti. mas ela, que está "na luta". odeio esses clichês. voltando, ela, que está na luta, namora há dois meses, mas nunca transou com o cara. mas isso porque a mente dela controla os desejos do corpo e ela não poderia se entregar para o cara. assim, ela controla o corpo dela para o cara respeitá-la. então, eu entendi que o corpo dela só serve para mastubar um cara, porque ela nem entende o sexo como uma necessidade fisiológica e sim como moeda de troca. outra coisa, eu perguntei se ela se masturba, já que ela não dá para o cara para fingir ser santa, mesmo já com 34 anos e com um filho bem grandinho em casa, ela disse que não, novamente, porque mulher não precisa tanto de sexo assim. o mais interessante foi que duas mulheres concordaram. assim, uma coisa é não sentir vontade de fazer sexo. tudo bem, algumas pessoas são assexuadas, ou passam por um período assim. mas conseguir controlar o desejo? par que? para quem? sexo é bom, é tipo corrida, é tipo aula de spinning (não me espanta o fato de esta. isso se você for pensar no lado egoísta, mas também é uma maneira de se conectar com alguém, ver alguém sentindo prazer, sentir prazer. se todos fosse egoísta no ato sexual, o mundo seria bem melhor. mas assim, de onde vieram essas mulheres?


depois eu disse que era assim porque convivia muito tempo com homens e eu escutava as conversas deles. essa coisa de não querer dar porque o cara vai achar estranho e chamá-la de puta é coisa mais ridícula. na verdade, o que me cansa é esse joguinho de bosta, de homens e mulheres fingindo ser o que nunca vão ser.


outra coisa que me revolta também é alguém achar que a mulher que se envolve com homem casado é "safada". eu li isso em um blog de uma mulher que não anda muito satisfeita com o peso. ela incluiu isso no caso do menino americano cujo padrasto é brasileiro. ela disse que a mulher que e envolve com um cara casado faz isso para destruir uma família. ela deve ser de minas, porque o homem casado fica paradinho sentando, vem um mulher safada e senta no colo dele. aí, a família é destruída. santa ingenuidade. não é pecado uma mulher carente escutar um papo de um homem casado e cair no papo. o pecado é a mulher acreditar que o cara vai se separar. e mesmo assim, se ela cair no papo, qualquer pessoa é um ser humano que comete falhas. alguém já caiu no papo de um homem casado? se não teve a oportunidade, é porque não foi uma pessoa atraente o suficiente, e nem precisa ser muito. é muito legal, e serve para prevenir a pessoa dos demais predadores. é assim que as mulheres ficam espertas, vivendo, conhecendo homens diferentes e sabendo do que quer, mesmo mudando de idéia. aí vem uma pessoa que acha que viveu e condena a amante.


outra coisa, toda mulher que se envolve com bandido é condenada! como se o bandido, ser esse que é denominado bandido por alguns atos, que mesmo que sejam horrível, foram atos que aconteceram naquele momento. nos outros momentos, o bandido é um homem que ama, ou melhor é um ser humano. o relacionamento pode não dar certo, mas o afeto não pode ser invalidado.