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quinta-feira, 2 de julho de 2009

vida amorosa

e eu já tinha desistido de namorar.

claro, ainda não sei no que vai dar. acontece que eu saí com o meu amigo e ficamos doidões. quando uma mulher fica saindo com o amigo e não para paquerar, é porque já desistiu mesmo de procurar namorado. nessa festa, eu fiquei muito doida, brinquei de brigar com ele, falei muita merda. veja só, valeu a pena se autêntica, porque mesmo não dando bola para ninguém e ficando loucona, um carinha gostou de mim, perguntou para alguém se meu amigo era meu namorado e quando ficou sabendo que não, me achou no orkut, me adicionou e me chamou para sair.

fiquei lisonjeada, é claro. até porque ele me chamou para ir ao clube. foi inusitado e legal, mas eu acordei tarde nesse dia. depois ele me chamou para ir cinema. adorei, mas fiquei escolhendo por horas qual filme que está passando é legal. acho que nenhum filme que está passando é digno de ser visto e eu poderia escolher. achei legal também, porque sou muito egoísta com escolhas de filmes, e para disfarças meu egoísmo eu sempre pergunto para a pessoa que tipo de filme ela gosta. mas aí ele me mandou uma mensagem assim: VOCÊ decide. faltei gozar de felicidade. já que eu decido, vamos nos filmes antigos e baratos de algum centro cultural. e lá fomos. só que a fita era tão antiga que estragou na metade, portanto eu não sei exatamente como foram os últimos dias de um pintor famoso que cortou a orelha. o filme era interessante (spoiler da vida real), pois ele se envolveu com uma menina de 13 anos, mas, aparentemente, na época, 1890, isso não era um crime. outra coisa legal é que todo mundo bebia o tempo todo.

depois fomos comer e beber, é claro. fiquei impressionada como ele perguntava sobre as minhas relações familiares. depois eu entendi, ele queria saber se eu me dava bem com a minha família por que pessoas legais se dão bem com a família.

a conversa fluiu bem e ele não tentou me comer, o que no mundo dos homens não significa que ela não tenha tesão e sim que ele está me conhecendo para ter algo sério. eu nem caí matando em cima dele porque esotu usando aquelas pomadas e não posso fazer sexo. não sei se isso é providencial ou não.

mas o fato é que gostei do jeito dele e quero ter algo com ele.

resumo: seja autêntica na vida. meus anos de terapia enfim deram resultado.

domingo, 28 de junho de 2009

Gente, esse é o pior filmes de todos os tempo. Horrível. Horrível. Tudo bem, retrata a alienação dos imigrantes (spoiler da vida real). Os imigrantes nem sabem direito onde estão morando, estão lá para ganhar dinheiro e vivem em um gueto mesmo, disso eu já sabia, mas eu já fui imigrante ileg*l, só que quando eu fui, e foi para os EUA, eu não estava morrendo de fome, fui para viver em outro lugar e tal. Não sei qual foi a intenção do filme. Uma hora mostram o o carinha sendo muito legal, aí você pensa, coitado, ele era legal. Mas mesmo as pessoas que não são legais não merecem morrer assim, então mostram uma "pequena falha" do mineiro. Piorou tudo. Horrível, horrível.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

o amante

a capa desse filme é horrível, mas o filme é muito bom. primeiro que tem tudo a ver com tudo que estou vivendo (spoiler). amante, doenças. só falta o perdão. que tipo de pessoa perdoaria a esposa (o) após descobrir, depois da morte deste, que ela (e) tinha um amante. pior, além de ficar trocando emails com o amante, que nem sabe a mocinha linda morreu, vai se encontrar com o cara e vira amigo da cara? na verdade, nem eu sabia que a mulher tinha morrido, acho que não tinha prestado atenção. mas acho que foi essa a intenção. no fim, o esposo perdoa a mulher, o amante, e ele próprio (se bem que só acho que ele se perdoa porque fica achando o amante um bostinha, assim como considera o genro um bostinha). sim, as pessoas precisam de autocontrole.

e o filme é baseado no livro do mesmo autor de O OUTRO. ou seja, tudo se trata de perdão e entendimento. ou seria ao contrário?

domingo, 17 de maio de 2009


"Minha Vida em Cor de Rosa, de Alain Berliner Ma Vie en Rose, Bélgica, França, Inglaterra, 1997, 88 min, cor, 14 anos
Drama comovente sobre um garoto que pensa que é uma garota - e age como tal. O que lhe parece absolutamente normal é completamente bizarro para as pessoas que o cercam. Entre as quais está a família, que não sabe exatamente como proceder diante do comportamento estranho do filho e da reação indignada dos vizinhos. Aos poucos, no entanto, a vizinhança, que lança olhares e palavras recriminadoras para o menino de comportamento incomum, parece aprender a conviver com seu jeito diferente. *Indicado ao Oscar como melhor filme estrangeiro"

Cara, que filme mais deprê!!!!!!!!! Batante educativo, pois apesar de todo o discurso prafrentex, o que você faria caso o seu filho de 7 anos (acho que é essa idade dele), pensasse que era uma menina? O filme é de pirar, fica todo mundo morrendo de pena do menininho! Fiquei desesperada e mal. Como é ruim ser diferente e ter que se adaptar ao mundo.

O que foi bom é que assisti no cinema e só foi dois reais. E fui com o meu amigo do trabalho, o único que eu consigo conversar. Pena que não trabalho mais com ele.

domingo, 10 de maio de 2009

é a última vez que vejo filmes sobre crimes - brasileiros. aposto que esses meninos adolescentes condenados nos eua ou europa, que matam o vizinho bebê afogados, não são pobres. veja bem, nesse filme, últim* par*da 174, o que acontece? é para entender o processo de criação do crime? no caso desse filme, parece que foi falta de mãe. mas o menino. que piada, quantos adolescentes em conflito com a lei têm mães? o querô também parece provar que foi falta de mãe. em todos esses filmes você perdoa o adolescente porque parece que ele estava sempre na errado na hora errada. os que são malandros de verdade, não existe história e ninguém perdoa. o interessante da história é a troca de filhos, quem é o verdadeiro filho da mulher lá? a gente sabe, mas ela não, coitada. cansei desses filmes.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

nem sei como encontro esses filmes doidos. esse aí se chama NEM PARECE MINHA IRMÃ. eu comprei (pirata) porque percebi que era uma comédia leve e apesar de detestar a moda do SEGREDO, achei que seria bom ver um filme leve. o filme também é francês e é incrível como em filmes franceses todo mundo flerta com todo mundo. acho divertido.

mas o filme não foi tão divertido assim. foi bem educativo, na verdade (spoiler):

  • uma das irmãs é chata, se parece comigo. só que o problema é que existe uma conspiração de psicologia barata que faz parecer que toda mulher chata não gosta de sexo ou é frustrada profissionalmente. veja bem, dando um exemplo de sex and the city, a miranda é chata, mas gosta de sexo e tem uma profissão que gosta, inclusive ganha bastante dinheiro. ela pode ser frustrada porque não tem tempo para fazer outras coisas, mas isso não faz com que ela não tenha amigas, não pratique esportes e não tenha um marido legal, na verdade o bonitão mas meio bobão do steve. tá bom.
  • a outra outra irmã é feliz e incomoda a frustrada, que faz sexo igual a uma morta. assim, porque a irmã feliz quer tanto se aproximar da irmã chata se a chata bate na cara da irmã feliz, a humilha tempo todo e é uma invejosa insuportável? aliás, porque a irmã chata é casada e faz sexo igual a uma múmia? PORQUE O MARIDO DELA ESTÁ COM ELA? o cara é rico, inclusive, a IRMÃ CHATA NEM TRABALHA. se o marido trai a chata com a amiga tarada da chata, ele mesmo podia se separar, não?
  • então, resumo do filme: a irmã chata é chata, mas a irmã feliz não larga do pé dela nem o marido se separa dela. é melhor ser chata mesmo.

sábado, 2 de maio de 2009



esse é o cartaz do filme. é interessante o mandamento na parte de baixo do cartaz: assista. reflita. tome uma atitude.

eu assisti, refleti superficialmente e não vou tomar nenhuma atitute. vamos ser realistas. um filme nem nada vai mudar o fato que o Querô foi para a febem porque é pobre. os crimes existem para pobres e para ricos. o 157 do querô é o assassinato de índios dos meninos de classe média de brasília. nem consigo discutir mais tipificação penal.

esse filme me deixou confusa em relação ao tempo (o filme do Wolverine também).

se o filme se passa nos dias de hoje, baseado na obra do Plínio Marcos (de 1979). talvez, na obra (não vou ler), ele descreva a FEBEM. mas hoje, 2009/2008/2007 sei lá, não existe mais FEBEM, nem com esse nome nem com aquela estrutura mostrada no filme. legalmente, tudo mudou, é claro que nem sempre as intituições mudam, mas aí ficou tudo confuso, tudo errado. existe o ECA, que inclusive é um Estatuto que eu concordo, e quando eu discordo é porque ele prejudica mais o adolescente do que o adulto (e só pensar que o um jovem de 18, primário, que comete um 157, passa bem menos tempo detido do que um adolescente que por qualquer coisa ridícula vai passar de 6 meses a três anos em uma instituição que fabrica neoroses). então essa parte do filme foi horrível. é como você adaptar um uma história de amor dos anos 50 para os dias de hoje e a mulher agir como antigamente. adaptação é adaptação. fiquei indignada vendo o filme.

outra questão quanto a jeito que a FEBEM é mostrada no filme, que me fez pensar como a rebelião não ocorreu antes: somente dois seguranças, TRANCADOS JUNTOS COM OS MENINOS PARA MONITORÁ-LOS. isso é pedir para ter confusão. assim, se em Santos o sistema sócio-educativo é do jeito que é mostrado no filme, vou ligar para o Ministério Público agora, quem sabe assim essa é a tal da atitude que eu deva tomar? que onda é aquela de beliches de madeira? que instituição deixaria internos dormir em beliches que podem ser destruídas para virar armas (os parafusos seriam todos retirados para virar estoque). aquele segurança que morre no filme, por motivo de não competência técnica, demorou para morrer também. nunca foi tão fácil render pessoas, e se aqueles adolescentes não se rebeleram antes, foi porque não estavam afim. segurança zero mostrada no filme.

quanto a história, coitado do querô. ele se envolveu em um crime ridículo e foi cumprir sua peninha com outro nome. lá, não se adaptou às regras da "cadeia" e virou "arrombado". não sabia nem das leis da malandragem. mas ele não é obrigado a saber lei nenhuma, porque nasceu filho de uma prostituta que se matou quando ele acabou de nascer e foi criado por uma cafetina que o xingava todo. ele era um largado na vida. esse assunto me deprime, porque é uma obrigação do ESTADO, e não sou eu que estou inventando, foi o próprio ESTADO (tá, as pessoas votaram nos constituintes) que criou essas regras, que são muito boas, mas não são seguidas. declaração dos direitos humanos parece que serve para limpar a bunda (e o que mais me incomoda são aquelas pessoas que acham que os "direitos humanos" - que virou até uma expressão vazia, é uma coisa ruim, porque na televisão essa expressão só é utilizada quando se mostra presos sendo torturados. e antes de tudo, e antes da cadeia, antes da morte? ninguém se lembra que quem critica os direitos humanos já tem os seus direitos humanos garantidos, muito provavelmente por sua família que teve a sorte de não nascer pobre. quem ali ajudou o querô? só uma vizinha, que o levou para igreja. mas foi tarde demais.

a parte mais linda do filme é a questão do amor como salvação. não é porra nenhuma, mas em algum imaginário por aí, os adolescentes são tão perdidos que se apegam a "arrumar uma menina bacana e ter um filho" para sair da vida do crime. só que eles não tem repertório para conquistar menina legal nenhuma e ficam totalmente agressivos. a vida é uma merda.

também não gostei da parte que o querô rende um amiguinho da febem para conseguir uma arma e diz "meu nome agora é querô". isso não é cópia do filme "cidade de deus"?

prometo, para a minha saúde mental, não assistir mais filmes sobre a bandidagem.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Esse Gabriel Byrne é lindo né? Assim, nem me amarro em coroas, mas ele é o terapeuta de In treatment (que por acaso está na 4ª semana da 2ª temporada...).

ele é tão lindo que comprei um filme pirata chamado JINDABYNE, de 2006, só por causa dele. o filme é todo estranho, eu estava sozinha em casa e estava fazendo frio, fiquei morrendo de medo. SPOILER. é o seguinte, o cara é um peão mesmo, tipo mecânico ou dono de posto de gasolina, não pude identificar direito, com amigos que são os seus funcionários, ou seriam seus colegas de trabalho? só fiquei pensando que o filme, se fosse aqui no Brasil, não daria certo. mas seria uma ótima idéia. acontece que ele é tipo um mecânico na Austrália, com um mulher um pouco doida, que vai acampar para pescar com esses colegas e depois de caminhar horrores e montar a barraca, encontra o corpo de um mulher, que por acaso é uma aborígene, e linda. a mulher foi morta e tal. só que o interessante e intringante do filme é que eles amarram o corpo da mulher em troncos de árvore, na beira do rio, até acabar o fim de semana no mato, para enfim avisarem a polícia (eles encontram o corpo na sexta e só avisam no domingo). eu achei tudo meio estranho, só que esse é o tema do filme mesmo. quando eles avisam, são execrados, principalmente porque ninguém sabe quem é o assassino, então eles viram os culpados por terem achado o corpo e demorado para avisar. os aborígenes ficam com raiva e até, ATÉ, a esposa do Gabriel Byrne fica com raiva dele.

o problema é que gosto do ator, que é um terapeuta em uma série muito interessante e inteligente. fazendo um papel de mecânico que quer pescar e não se importa com um cadáver, eu fiquei do lado dele.

terça-feira, 24 de março de 2009

É comédia, é besta, mas achei esse filme aí muito lindo. Até parece com essa fase da minha vida no momento, onde resolvei deixar uma pessoa me amar. Espero que não a perca. Nisso de me envolver, acabei gostando dela também. E agora estou com medo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009




Vai estrear no dia 06 de março? Já assisti e adorei. Claro, foi pirata. E não sou a favor dessa tipificação da lei, que só serve para punir que ganha menos dinheiro com o cinema. Foda-se geral. E o cinema vai acabar? Não sei, só sei que assisti SlumDog e gostei.


E também assisti "O leitor", que me fez pensar no meu emprego (quem é o verdadeiro carrasco?). E assisti "Amor nos tempos do cólera", que me fez pensar na velhice que não me incomoda mais.



E os livros? Comprei "Tudo o que sei aprendi com a TV". Filosofia.



Estou organizando a minha festa de aniversário e me sinto feliz. Minhas pernas estão engrossando. Estou na dúvida se continuo com o cara vasectomizado (já que não quero ser mais mãe). Mas acho que não dei muitos reforços e ele percebeu. Estou paquerando outro. E essa é a vida de quem quer tudo e não tem nada.





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


não me fale de concurso, por favor! saí do cursinho e quero viver vida que eu quero. cansei de estudar, cansei desse papo "tenho que ganhar mais" (até quando?). minha menstruação não desceu, meus planos podem dar certo. resolvi que gosto mais de ser solteira (isso porque cheguei no apartamento de um cara e achei muito gay ele ter um apartamento decorado demais. foi um motivo para dispensá-lo). mais uma vez, cheguei a conclusão que gosto de ser paquerada, da paquera, e não de ter um compromisso. mas busco um compromisso o tempo todo. é mais ou menos como aquela menina do filme que fica puta não porque não casou, mas porque ninguém quis casar com ela (antes do pôr-do-sol?).


assisti esse filme aí. só posso dizer que foi neurose pura. não sei se gostei ou não.
ah, e estou completamente cansada do papo das minha amigas. acho tudo infantil e sem sentido.
vou ali malhar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009



não era para ter assistido esse filme. mas não deu. não estou bem porque algo que considero a minha base, vai se desfazer. e, além de se desfazer, está mostrando que eu sou realmente. parece que estou pagando o preço por eu ser quem eu sou.

o filme é daqueles bom de assistir. queria ter visto no cinema. mas não falto academia. principalment porque ontem eu dei uma surtada de leve e não fiz nada direito. claro que deveria estudar as origens de onde moro, mais o mundo (Obama e essas coisas). mas estou tremendamente sensível. pior é que não quero parecer que estou sensível. fui criada e depois eu mesma me forcei a segurar as lágrimas, detesto ser uma bichinha, uma mulher sensível. mas sou assim.

tenho que dar jeito no meu celular novo, que estou praticamente usando como um mp3 player. tenho que furar a minha orelha de novo, porque o buraco fecho, simplesmente. e tenho que fazer compras. também tenho que fazer exames, viajar para o exterior e fazer uma pós-graduação em um tema maravilhoso. mas é vida é isso aí.

detesto chorar nos filmes.

sábado, 10 de janeiro de 2009






Eu estou em um site de relacionamentos. Com um objetivo claro. Chega a ser engraçado. Quando entrei a primeira vez, em outubro do ano passado, conheci três pessoas, eu ainda era corajosa. E fiquei surpresa! Não era pessoas feias e nem pessoas chatas. Só não rolou nada. Bem vou contar.


O primeiro eu fiz questão de ser mais velho do que eu. Marquei no shopping, sempre é no shopping. Gostei porque fui respeitada, ficamos conversando por horas, mas não rolou aquela coisa que tem que rolar, que não são palavras.


Depois me encontrei no shopping com outro. Esse foi interessante. Não era feio, mas também não tinha habilidade nenhuma com nada. Não tinha aquele hormônio masculino, não sei. Ele já tinha bastante tempo nesse site, mas disse que havia descobrido que na verdade, as mulheres não queriam "namorar porra nenhuma". Olha só que louco, ele era bonito, ele tem um emprego legal e é inteligente. SUPRESA, ELE QUER NAMORAR. Sim, todas as mulheres do mundo que querem namorar repetem um mantra chato de quem os homens não querem namorar. E eu ali, de frente com um cara que estava reclamando das mulheres...Pois bem, no msn, onde normalmente se conversa antes de se encontrar, ele havia dito "se eu não te procurar depois do encontro, não fica com raiva de mim não tá?". Achei de uma prepotência sem fim. No fim foi ao contrário. No encontramos, ele me achou espontânea para quem está em um site de relacionamentos. Nos encontramos outra vez, nos beijamos (viu como sou uma boa moça?) e, suprise, viajamos na mesma semana. Aí eu descobri porque ele não arrumava namorada. Por dois motivos: muuuuuuuuuuuito afoito, afoito para beijar, afoito para pegar, afoito para tudo. Talvez fosse o caso de eu me sentir bem com isso, mas outra coisa ruim foi ele não ter cuidados básicos, coisas que as mães costumam ensinar, como escovar os dentes antes de depois de dormir, sei lá. Fui ficando com nojo e eu estava dividindo o quarto com ele, na verdade, a cama! Ele percebeu o meu distanciamento e tive que falar. Na verdade, foi meio estranho porque eu entrei nesse site para preencher o espaço de uma pessoa que eu gostava na época, mas não poderia ficar por outros motivos. Então, ao tentar essa substituição, tudo ficou horrível porque esse garoto era extremante disgusting. Aí, fiquei pensando no meu ex sem parar, quase cheguei à loucura. Tivemos que voltar mais cedo, e ainda bem que ele ficou puto, mas não descontou em mim. Acabou por aí.


O terceiro foi o melhor. Já falei dele aqui no blog antes. Ele é o meu sonho de consumo, mas já tentei duas vezes e não rolou aquela vontade de ficar novamente, de ver novamente. Não posso fazer nada.


E nós, mulheres, não podemos dizer que os homens não querem namorar. Talvez, aquele que a gente quer, não nos quer. Aí dizemos que todos não querem.


Voltei para esse site, mas está muito complicado. Muita gente estranha, fotos horríveis. E tem outro detalhes, já vi fotos de dois homens conhecidos. Um é o ex de uma amiga e o outro é um amigo do meu ex. Mas esse amigo do meu ex não lembra de mim. Recebi uma mensagem desse carinha, que na verdade já deve ter seus 45 anos que me fez pensar muito na vida. Esse cara já me recebeu na casa dele, e na época, ele era casado. Mas faz exatamente 10 anos que fui para esse lugar, que é um lugar lindo que eu praticamente adoro. Hoje mesmo olhei para o céu várias vezes e fiquei pensando nesse lugar porque a Lua está linda e o céu está claro. Ai.......... Voltando ao assunto. Aqui onde eu moro as pessoas são muito peculiares, inclusive eu. Não é como São Paulo, por exemplo, que você sai à noite e conhece um publicitário. Aqui você só conhece "servidores", sendo eu mesma parte do clã. Fica terrível conviver nessa falta de diversidade. Veja só, as pessoas trabalham para o Governo e, nos tempos livres, se encontram no mercado, na padaria, na farmácia, no bar, no parque e na academia. É isso. Não sei explicar direito. Mas é uma vida igual. Sou aquariana, faço questão de não ser o que sou para não perpertuar esse jeito de burocrático de ser. Portanto, estou fugindo dos "servidores". Mas como vou fugir de servidores em uma cidade habitada por servidores? Por exemplo, nesse site de relacionamentos, todo mundo tem o mesmo emprego, juro, todo mundo (porque somos da mesma cidade). Podem ser professores, policiais, médicos, analistas, técnicos, oficiais. Existe um "músico"? Existe um "quiroprata"? E as conversas? "Está estudando para outro concurso?" Porque é inimaginável, na cidade Matrix, na cidade de plástico, você ser uma pessoa satisfeita. Se por acaso você ficar por mais de dois anos no mesmo órgão, você é "acomodado". Se isso aconteceu, é porque você não estudou o suficiente para passar em outro. E se não estudou? Está com algum problema, é tão ruim ganhar 15 mil reais por mês...a pós-graduação é só para gerar pontos para o próximo teste. Essa é vida na imitação de Washington D.C. brasileira. Voltando ao assunto do site de relacionamentos. Resolvi conversar com um cara pelo msn. A segunda pergunta dele foi "você estuda?". Uma pergunta aparentemente normal, não fosse a cidade pré-moldada. Essa pergunta significa: você estuda para arrumar outro emprego? Depois eu entendi ainda mais a pergunta. Ele passou em nada mais do QUATRO TESTES. E queria me dizer, é claro. Parabéns, você é muito inteligente. Ele vai escolher em qual tribunal irá trabalhar. Eu brochei na hora. Quer algo mais insosso do que um tribunal? Ou melhor, quer algo mais insosso do que trabalhar em um tribunal? Tudo bem, eu também estudo (ele ficou chocado com o meu trabalho, para uma mulher. adoro a reação das pessoas, elas me acham corajosa pelo que faço e pelo que tenho vontade de fazer), mas eu, apesar de gostar da estabilidade financeira e ser bastante consumista, gosto de trabalhar e não de mamar na vaca profana, gosto da sensação de trabalhar com algo palpável, e não com nomes em papéis remarcados de carimbo. Aí parei de conversar com ele. Voltando ao ponto inicial. Esse cara que não se lembra de mim, porque eu era muito novinha, me mandou uma mensagem muito interessante. Ele disse que queria me conhecer e tal, que cuidava bem e que morava em dois lugares (eu sei o outro lugar, mas ele não sabe que eu sei). Esse outro lugar é o lugar mais perfeito e místico que conheço. Fiquei pensando que seria legal morar assim, no mato.


Pensando no mato e pensando que em breve vou me mudar, estou pensando em uma casa afastada. Meu medo é morar só em um lugar afastado....Mas me deu uma vontade....


Assisti esse filme hoje, já que enjoei da night e do que as pessoas querem com ela. É uma reprodução boba de tudo. Mas prometi que iria assistir filmes alegres para ser uma pessoa mais leve. Difícil...mas dei boas risadas!