domingo, 17 de maio de 2009

acho que agora estou me habituando. descansar no trabalho está difícil para entrar na minha cabeça. e mudar de equipe foi horrível. mas de ontem para hoje consegui ficar de boa, hoje de manhã até falei demais (sou muito estúpida e preconceituosa) e levei uma tacada de volta. quem fala o que quer escuta o que não querm já dizia a minha avó.

e o livro da Zélia Gattai? eu fico me perguntando como é o trabalho de pesquisa para se escrever um livro de memórias. algumas coisas ela perguntou para a família, é claro. mas assim, como uma pessoa se lembra dos filmes que assistiu quando nem tinha sete anos de idade? isso é um mistério para mim! nomes de autores? ou eu sou desmemoriada (poxa, eu tenho trinta anos e nem me lembro dos nomes dos filmes que vi semana passada!) ou a Zélia Gattai foi um gênio. o livro é bom (Anarquistas, Graças à Deus!) e é legal saber como era São Paulo não faz muito tempo (tipo, bode no quintal na cidade de São Paulo, essas coisas). me lembrei do livro do Lévi-Strauss, de quando ele chegou em São Paulo. mas ele veio conhecer, com um olhar totalmente crítico e preconceituoso da cidade. Zélia nasceu em São Paulo, é diferente. também é legal saber como os italianos vieram parar no Brasil (eu só fiquei me lembrando de como alguns realmente não merecem terra nenhuma. alguns, HOJE, tem raiva dos quil*mbolas e indígenas e chegam ao cúmulo de reivindidar TERRAS, preterindo aqueles que não vieram para cá por livre e espontânea vontade (negros) e aqueles que não escolheram ter o seu estilo de vida destruído (indígenas). claro que muitos italianos, a maioria, veio mesmo porque não existiam mais opções na itália, mas é incrível como a maioria tem histórias de sucesso para contar. bem, não sei muito de nada. mea culpa. então, a questão do anarquismo também é boa. além do fato de que quando se escreve um livro de memórias desses, tem se a mão uma homenagem a família, o que acho lindo, e uma homenagem a própria cidade de São Paulo. o livro é leitura obrigatória.

como as pessoas viviam antigamente? isso me intriga, por isso leio tantos livros de memórias. esse da Zélia me fez pensar na nossa vida hoje...mas tudo continua sendo tão restrito! por isso que a Simone de Beauvoir continua sendo minha heroína. eu nem deveria comparar as duas. como a Zélia Gattai foi parar na Bahia?

estou vendo Dexter, porque preciso de um novo seriado e House deu um tempo. In Treatment, só tem episódios novos amanhã e olha lá.

estou adorando o Dexter (spoiler). não pelo fato dele ser matador. no segundo episódio mesmo, não faz sentido nenhum ele matar um cara que é um bêbado que dirige e mata um rapaz. o episódio sugere que ele bebe e atropela deliberadamente as pessoas, como um serial killer. tudo bem que não é certo beber e dirigir, inclusive nem é legal, no sentido literal da palavra. mas alguém beber e dirigir de propósito para matar? foi demais. queria também ver o Dexter matando políticos corruptos e pessoas comuns que roubam de forma diferenciada, tipo não pagando impostos. credo. o que gosto do Dexter é o comportamento dele no trabalho. ali está um manual de como uma pessoa deveria se comportar (eu não faço nada daquilo e por isso todo mundo me odeia, se eu fosse psico como o Dexter, mataria escondido e levaria bolinho de chocolate para os colegas). sorridente pela manhã - e por todo o dia, bronzeado - claro ele mora em Miami, cortês - leva rosquinhas PARA TODOS NO TRABALHO, praticamente um anjo. todos deveriam agir assim! (isso foi uma ironia...). e a namorada dele? aquilo é uma piada, o cara não gosta de sexo (adoro quando ele fala "tenho que jogar o jogo"), e arruma uma namorada que foi estuprada diversas vezes pelo ex-marido drogado. ou seja, namoro perfeito. estou gostando do cinismo do cara.

falar em Simone de Beauvoir, olha só a peça: "VIVER SEM TEMP*S MORTOS Quando: qui. e sex., às 21h; sáb., às 20h; e dom., às 18h; até 28/6Onde: Sesc Anchieta (r. Dr. Vila Nova, 245, tel. 0/xx/11/3234-3000)Quanto: R$ 30Classificação: 16 anos". caralho! tem que vir para Br*síli*! - além de tudo "A editora Nova Fronteira lançará uma reedição de "O Segundo Sexo", um dos títulos mais conhecidos de Simone de Beauvoir, após a estreia paulistana de "Viver sem Tempos Mortos", na quinta. A editora também prepara um libreto ilustrado sobre a criação da peça, com textos de Fernanda Montenegro, Felipe Hirsch e Daniela Thomas, que faz a cenografia. Até o fim do ano, a Nova Fronteira pretende reeditar outros oito livros da filósofa."- caralho!