minha vida em cor de rosa.
então, acabei de assistir in treatment e claro que sempre fico pensativa depois de um episódio sobre a Mia. assim, ela quer parar de fazer terapia, chega decidida (será? quem quer parar de fazer terapia simplesmente para de ir, eu fiz isso...). mas depois é convencida que é preciso continuar.
eu sinto as coisas da Mia, que é o vazio existencial. quis ter filhos, já mudei de idéia. queria namorar e casar, já mudei de idéia. bebo e uso coisas e não adianta nada. eu preencho os meus dias. por isso que muitas pessoas trabalham sem parar, porque aí você não pensa na vida e depois, quando se aposenta, fica mal. eu sou tipo uma aposentada com 30 anos, porque tenho muito tempo de sobra e um emprego diferente. estou aqui querendo fazer um curso sobre cinema, simplesmente para preencher o meu tempo. é isso. a tal do terapeuta, o Paul, diz que a Mia precisa saber se conectar com as pessoas. o que é isso pelo amor de deus? mas essa série realmente é muito boa. aí eu fico pensando: quem são as pessoas? para mim, a pessoa é aquilo que ela faz. mas na terapia, ou no bar quando conversa, ela não é ela, é ela dizendo quem é ela. por isso que a pergunta "quem é você?" NÃO PODE SER RESPONDIDA.
lá vou eu ver uma peça sobre o Nietzsche. eu deveria cursar filosofia? ou direitos humanos? eu deveria cursar alguma coisa? e hoje me deu vontade de adotar uma criança, mas se eu não gostar, vou poder devolver? é crueldade, mas isso passa pela minha cabeça.